Resenha de "Jackaby" (William Ritter)

Título: Jackaby
Autor: William Ritter
Editora: Única (Cedido em parceria)
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Sinopse: Jackaby - "Eu sou um homem de razão e da ciência. Acredito no que vejo e posso provar, e o que vejo geralmente é difícil para os outros compreenderem. Até onde eu descobri, tenho um dom ímpar. Isso me permite ver a verdade quando os outros só enxergam ilusão. E há muitas ilusões, muitas máscaras e fachadas. Como dizem, o mundo todo é um palco e parece que eu tenho a única poltrona da casa, com vista para os bastidores.” Abigail Rook deixou sua família na Inglaterra para encontrar uma vida mais empolgante além dos limites de seu lar. Entre caminhos e descaminhos, no gelado janeiro de 1892 ela desembarca na cidade de New Fiddleham. Tudo o que precisa é de um emprego de verdade, então, sua busca a leva diretamente para Jackaby, o estranho detetive que afirma ser capaz de identificar o sobrenatural. Contratada como assistente, em seu primeiro dia de trabalho Abigail se vê no meio de um caso emocionante: um serial killer está à solta na cidade. A polícia está convencida de que se trata de um vilão comum, contudo, para Jackaby, o assassino com certeza não é uma criatura humana. Será que Abigail conseguirá acompanhar os passos desse homem tão excêntrico? Ela finalmente encontrou a aventura com a qual tanto sonhara. Prepare-se para desvendar este mistério! Um livro destinado aos fãs de Sherlock Holmes e Doctor Who. Eleito o melhor livro jovem 2014 pela Kirkus Review e um dos 40 melhores YA da estação pela CNN e vencedor do prêmio Pacific Northwest 2015."


Lembro que quando soube que a Única iria lançar esse livro aqui no Brasil eu pirei. Sou uma maluca por Sherlock Holmes, e a proposta de Jackaby é bem parecida com a dele, só que com uma pegada um pouco mais sobrenatural. O que talvez tenha me surpreendido foi o elevado tom sobrenatural na história. Imaginei uma coisa, e encontrei outra. Não que seja ruim, mas diferente. Acho que ele é para um público mais juvenil. Contudo, repito, que ele agradará igualmente alguém com mais idade, se a pessoa se identificar com o clima. 

A história gira em torna de Abigail Rook, uma mulher sem um tostão no bolso, e altamente aventureira, que desembarca em uma cidade e vai em busca de emprego para se manter. Tendo muita dificuldade de encontrar, acaba pegando um anúncio para ser secretaria de Jackaby, um detetive desacreditado que mora numa casa maluca. 

De cara percebe-se que o homem não é normal. Tem um ótimo poder de dedução e diz as coisas mais absurdas achando que são super naturais. Invés disso afastar Abigail, acaba aproximando ainda mais ela da maluquice dele, e já cai em cima de um assassinato que aconteceu, e que Jackaby não foi convidado a ver a cena do crime, mas que vai mesmo assim, na maior cara de pau. 

A diferença de Jackaby dos demais detetives convencionais, é o poder que ele tem de enxergar coisas que mais ninguém vê. Como se fosse um sentido a mais. Então ele é o detetive perfeito para solucionar casos que não tem explicação porque, lógico, no mundo dessa história coisas como fadas, red cups e outros seres estranhos não só existem, como também praticam crimes. 

Entende-se logo de início que se trata de uma série de livros, já que esse foi muito mais uma apresentação da dupla que forma Jackaby com Abigail, do que necessariamente um foco nos assassinatos e resolução do crime. Então sim, isso é a ambientação.

É um livro gostoso para se passar um tempo, mas nada fantástico. Pode ser de fato porque esperei algo dele que não existia, ou porque Jackaby não me conquistou como o incrível Sherlock o fez, mesmo ambos sendo babacas estranhos. Abigail também não é uma personagem fabulosa, mas acredito que venha a ser. Ela tem momentos divertidos perto do detetive e do mundo mágico que o cerca. 

Também me irritei um pouco com a diagramação do livro. Em momentos de diálogos eu cheguei até a voltar a ler várias vezes um parágrafo para entender quem estava falando. Falas de personagens diferentes estavam no mesmo parágrafo e isso foi bem confuso. Não sei se foi o modo como o autor escreveu, mas para mim foi cansativo, motivo pelo qual demorei tanto para conseguir concluir a leitura (junto com minha ressaca). 

Estou torcendo para que goste mais do próximo volume. Não costumo me segurar muito nos livros ambientação, e daí me distancio da narrativa, mas estou confiante nessa série. Realmente espero me encantar mais com o próximo. 

Vamos esperar para ver. 

Resenha de "Fragmentados" (Neal Shusterman )

Título: Fragmentados
Autor: Neal Shusteman
Editora: Novo Conceito (Cedido em parceria)
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Sinopse: Fragmentados - Em uma sociedade em que os jovens rejeitados são destinados a terem seus corpos reduzidos a pedaços, três fugitivos lutam contra o sistema que os fragmentaria .
Unidos pelo acaso e pelo desespero, esses improváveis companheiros fazem uma alucinante viagem pelo país, conscientes de que suas vidas estão em jogo. Se conseguirem sobreviver até completarem 18 anos, estarão salvos. No entanto, quando cada parte de seus corpos desde as mãos até o coração é caçada por um mundo ensandecido, 18 anos parece muito, muito longe.
O vencedor do Boston Globe-Horn Book Award, Neal Shusterman, desafia as ideias dos leitores sobre a vida: não apenas sobre onde ela começa e termina, mas sobre o que realmente significa estar vivo.

Vocês sabem o quanto sou suspeita quando o assunto é distopia. Por pior que ela seja, eu sempre consigo tirar algo de proveitoso. Fico feliz em dizer que Fragmentados tenha sido o livro que me tirou da ressaca infernal que estava, sendo, portanto, um dos livros que conseguiu se enquadrar na categoria de distopias com muitas coisas interessantes para relatar. 

Percebo que o mercado editorial é um mercado de tendências. Numa época em que muitos livros de vampiros faziam sucesso, os editores nacionais trouxeram vários deles lá de fora. E na época em que Jogos Vorazes estourou pelo mundo, outras tantas distopias vieram juntos, como também as tradicionais foram tiradas do canto empoeirado da estante. Pessoalmente não tenho o que reclamar disso, já que sou uma total alucinada pelo gênero. 

No caso de Fragmentados temos uma sociedade que proibiu o aborto - o que é uma coisa ótima, mas que determinou que os pais, a partir dos 13 anos de idade até os 18, podem colocar os filhos para a Fragmentação, que é exatamente o que diz o nome: Eles separam as partes que possam ser doadas de cada um, distribuindo pelos fisicamente necessitados. Não sei como isso pode ser mais humano do que um aborto. 

Dentro dessa sociedade maluca temos os três protagonistas dela. Connor, que sempre foi um garoto problemático e a quem os pais entrega para a fragmentação por isso. Risa, de quinze anos, que viveu a vida inteira num lar adotivo e que é indicada para a Fragmentação para diminuir as despesas do lugar. Por último temos Lev, de treze anos, que já nasceu destinado a ser um dízimo, um donativo para essa fragmentação. Ele é o único que de fato aceitou seu lugar no mundo. 

A vida desses três garotos se cruzam numa estrada, durante um acidente, e eles acabam seguindo viagem juntos, para longe das pessoas que querem fragmentá-los. E depois disso acontecem coisas suficientes para vocês ficarem com vontade de ler esse livro. 

Ok, temos situações que são padrões em distopias juvenis, como uma espécie de atração entre os dois personagens adolescentes. Contudo pelo fato de ter sido escrito por um homem, e homens terem a incrível fórmula de escrever sobre amor sem necessariamente ser um romance, essa parte do livro é extremamente delicada e quase invisível. Os laços que unem esses três vão muito além disso, o que torna a história sobre sobrevivência ser também uma história sobre a luta da sobrevivência do próximo. 

Algo bem bacana aqui é que o livro, mesmo com capítulos alternados entre os principais, também passeia entre outros personagens que muitas vezes só tem uma única aparição, e isso já foi a forma que o autor usou de mostrar essa sociedade pelos olhos dos adultos que trabalham para ela, por exemplo. Achei isso sensacional! Foi o tipo de prova de que as histórias tem o ponto de vista e nos transmite a sensação que o autor quer transmitir. A partir do momento em que você conhece outros lados dela, a coisa ganha uma dimensão absurda. 


O crescimento dos três, principalmente de Lev, é algo delicioso de se acompanhar. O menino começa como um dízimo inocente e se torna quase um mártir entre os fragmentados e futuros fragmentados. O garoto saiu de ser a criatura mais chata do livro para se tornar meu personagem predileto, e isso em poucas folhas. E em nada pareceu forçado por parte do autor. Lev teve motivos para esse crescimento, e isso está explícito durante a jornada dele. 

O livro consegue trabalhar com os temas adolescentes sem fugir da seriedade do que a sociedade está fazendo com eles. Levanta questões religiosas, sociológicas e médicas acerca desse procedimento. Se a fragmentação serve para salvar muitas vidas, é viável que se perca uma no processo? Não é uma morte -na concepção deles - então é uma mudança de nível? Quem morre numa fragmentação, tem a alma repartida também?

Essas questões permeiam a história a todo momento, nos mostrando, inclusive, que os músculos tem memórias e transmite isso para a pessoa que recebe as partes fragmentadas. É uma das descobertas mais interessantes durante a leitura porque isso é repassado brilhantemente através de um determinado personagem que de início não sabemos se é vilão ou mocinho. 

Fragmentados conclui nesse volume. Conclui brilhantemente nesse volume. O final que o autor deu aos três personagens foi digno da minha admiração. Não foi um mar de rosas, e terminou longe de um possível fim para o lance da fragmentação, mas terminou com uma sensação de esperança bem vinda na cabeça desses meninos sem expectativa alguma além de viver o dia seguinte. Foi brilhante por não alisar um problema, e nos motivar a pensar sobre ele. 

Não me pareceu uma série, o que é fantástico! Se o autor continuar a escrever sobre esse mundo vai acabar estragando muitas das mensagens que ele deixou. Para mim estava perfeito. O final tanto dos três garotos, como do tal personagem misterioso que aparece no meio da história, são dignos de cada um. 

É uma ficção, e uma ficção que deve ser encarada como um livro jovem que levanta perspectivas morais interessantes para os jovens. Lembrou-me bastante o filme "Não me abandone jamais", só que com uma pitada maior de esperança. A cena da fragmentação da história é sufocante! 

Recomendo de verdade. Sou suspeita, eu sei, mas sou uma suspeita que sempre vai te mostrar um lado admirável de cada distopia que lê. 

Resenha de "Jonathan Strange & Mr. Norrell" (Susanna Clarke)

Título: Jonathan Strage & Mr. Norrell
Autor: Susanna Clarke
Editora: Seguinte
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Sinopse: Jonathan Strange & Mr. Norrell - A prática da magia foi considerada extinta da Inglaterra desde os tempos medievais do Rei Corvo. Em 1806, aqueles que se intitulam magos são apenas estudiosos da história da magia. Mas, um dia, dois desses magos teóricos resolvem investigar os motivos do desaparecimento da magia. E assim conhecem Mr. Norrell, um mago recluso que desafia a todos ao mostrar seus poderes. Para provar que a magia ainda existe, Mr. Norrell reúne os magos teóricos na catedral de York e faz com que as estátuas de pedra comecem a falar. Em troca de seu ato, exige a imediata dissolução da Sociedade de Magos. Agora com fama e poder, ele abandona a reclusão e vai para Londres, onde colabora com o governo no combate a Napoleão Bonaparte. Começa então a colocar em prática seu plano secreto de controlar a magia na Inglaterra. Tudo vai bem, até o momento em que seu discípulo, o arrogante e impetuoso Jonathan Strange, resolve se rebelar contra a visão restrita de Norrell sobre o lugar destinado à magia. Strange decide seguir seu próprio rumo como mago e resgatar os poderes do lendário Rei Corvo, mas acaba colocando em risco a si próprio, aos que o cercam e à toda a Inglaterra.

Uma coisa é certa... Susanna Clarke não só é uma excelente escritora de fantasia-  algo difícil na modernidade - como também uma fantástica historiadora! O livro, que parece nos assustar de início pelo tamanho, fica parecendo um conto depois que você pega embalo nele, como a maioria dos livros de fantasia bem escritos. A ambientação é tão importante quando a velocidade da narrativa, e a autora não deixa a peteca cair em nenhuma das muitas páginas. 

Confesso que o começo é meio confuso e cansativo. Conhecemos uma Inglaterra onde existe a magia, mas uma magia bem mais catedrática do que de fato prática. Algo do tipo... existe um grupo de magos, mas nenhum deles pratica de fato magia. Irônico, né? 

Isso até surgir o incrível e soturno Mr. Norrell, um homenzinho já de idade, notável pela quantidade de conhecimento que acumulou na vida, e que possui o talento de praticar magia, por causa dos estudos na área. Depois dele nada mais será como antes no país. 

O livro é dividido em três partes. Três importantíssimas partes! A primeira é inteira de Mr. Norrell, mas isso não significa que outros personagens relevantes na história não irão aparecer. Essa primeira parte é cansativa porque o ritmo que a autora deu, segue o ritmo de cada personagem. Norrell é lento, portanto o ritmo é lento. 

A segunda parte é do vivaz Jonathan Strange, de longe meu personagem amorzinho do livro. O que existe de mago estudioso e esforçado em Norrell, existe de talento natural em Strange. Isso significa que um precisa se esforçar bastante para obter a magia, e para o outro ela vem normalmente. O primeiro é o tipo de homem que pensa bastante antes de agir, e o segundo age bastante antes de pensar, causando alguns problemas interessantes. É como se fossem o Yin e Yang. Gostei muito dessas diferenças complementares que a autora colocou em ambos. 

A terceira parte é narrada por um personagem que já aparece na primeira parte, e que não vou falar de quem se trata porque o legal é descobrir durante a leitura. Mas confesso que foi um baque para mim a relevância dele na história! Quando ele apareceu de início eu percebi que existia algo muito importante no cara, o difícil foi conseguir saber o que era, e quando a gente descobre... Ai ai, autora, você me conquistou eternamente ao trabalhar com importância personagens que seriam rejeitados sociais na época em questão. (Aplausos para você!). 

Ler esse livro é uma aventura a parte. Nada do que eu disser vai fazê-los entender o quão gostosa foi essa leitura. Não é o que chamamos de High Fantasy, como o caso de Tolkien. Aqui é o tipo de fantasia urbana onde a magia e a história se mesclam. Preciso dizer que aparecem figuras realmente histórias no livro, e elas se unem legal na trama sem ficar forçado. 

Não é um livro que se explique, é um livro para se viver! 
Gostando ou não de fantasia, duvido que a leitura dele deixe de ser um marco da sua vida como leitor. Não se assustem com o tamanho, acredite que as páginas passam voando e quando acaba você fica implorando por mais. 

Se você, como eu, anda desacreditado das fantasias modernas, apostem em Jonathan Strange e Mr. Norrell, e entenda o motivo do título levar o nome completo de um, e só o sobrenome do outro. E porque o tal personagem misterioso da terceira parte, não leva o nome na capa. 

Ai, gente, vão logo ler esse trem!




Resenha de "As Mais Belas Histórias da Antiguidade Clássica" (Gustav Schwab)

Título: As Mais Belas Histórias da Antiguidade Clássica
Autor: Gustav Schwab
Editora: Paz e Terra (Cedido em Parceria)
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Sinopse: Uma obra que oferece ao leitor, em três volumes, uma ampla coletânea dos mitos gregos e romanos em versão romanceada.
“Hoje, As mais belas histórias da Antiguidade Clássica permanece como leitura valiosa não apenas para adolescentes, mas também para adultos. Útil para quem procura um primeiro contato com os mitos da Antiguidade clássica (sem a aridez habitual aos manuais de mitologia), as narrativas são também lidas com grande prazer e curiosidade pelos já iniciados, pois é antes de tudo obra de valor literário intrínseco, além de qualquer função didática que possa ter.” - Paula da Cunha Corrêa.
No primeiro volume estão reunidos “Metamorfoses e mitos menores”, a começar pelo mito de Prometeu, o mito hesiódico das gerações humanas e os relativos às origens das tribos gregas. Além destes, as histórias dos argonautas, de Héracles e os heraclidas, Teseu, Édipo e a guerra de Tebas.

Apesar de amar a ideia de mitologia, não morro de amores pela mitologia grega e romana como gosto da egípcia, por exemplo. Provavelmente porque cresci vendo Hércules na Tv. Sério, aquele seriado me traumatizou profundamente. Mas quando a oportunidade de ler "As Mais Belas Histórias da Antiguidade Clássica" apareceu, eu me interessei. E não pelo título principal, mas pelo que está de ladinho ali na capa: Metamorfoses e mitos menores. Gosto da ideia de ler mais sobre aqueles personagens que são levemente citados em livros, filmes e séries sobre a mitologia greco-romana. 

Acabei achando a leitura uma delícia! 
Ele não é grande, e ainda se fosse seria interessante ler. Os contos são bem explicados e de foma curta. De fato conhecemos aqueles caras que servem de coadjuvantes das histórias principais. Aqui eles ganham a importância que merecem, o que é ótimo! 

Adoro essa coisa de na mitologia os personagens pagarem com seus eternidades ou sangue por erros humanos ou erros de deuses. Soa muito sadomasoquista falando assim? Acredite, não é! Apenas uma constatação de como a humanidade usava dos receios das pessoas para criar histórias que poderiam assustá-las e impedi-las de cometer crimes morais e pouco aceitáveis. Lembra-me muito a forma de fazer as crianças aprenderem, com as fábulas. Tem o mesmo nível de crueldade que as pessoas lapidaram com o tempo, e deixam mensagens dubiamente inteligentes. 

Tem histórias memoráveis dentro desse livro! Como disse, gosto dos mitos menores. Sem contar que ele também fala sobre os Argonautas, que tenho uma verdadeira adoração! Até o nome é sonoro e forte... A-R-G-O-N-A-U-T-A-S. (Suspiros)

Muitos dos livros sobre mitologia costumam ser enfadonhos - acredite, tenho um desses aqui. Na maioria das vezes por tratar o assunto de maneira didática demais. São histórias, ora bolas! Tem que existir um pouco de poesia para falar do Velocino de Ouro, coisa que o autor faz com bastante dignidade. A história flui aqui dentro! Mesmo que você não seja um estudioso no assunto, vai gostar da forma como ele usa para narrar cada mito. Pessoalmente gostei muito. 

Se você gosta de mitologia, recomendo ao extremo a leitura. Se não morre de amores, é bem capaz de mudar de ideia após esse livro, e se não mudar, definitivamente não é para você. Mas, vão por mim, o negócio aqui é gostoso demais de ler!  

[Lançamentos] Única/Gente

Vamos conferir o que teve de lançamentos da Única e Gente esse mês? 


Sinopse: Eram olhos repletos de esperança — esperança irracional, espantosa e, às vezes, até irritante. Esperança de que, de alguma forma, tudo daria certo, mesmo quando estava claro que seu sonho lhe escapava como areia por entre os dedos de uma criança.
Naomi Rye simplesmente odeia quando chega o verão e ela é obrigada a ficar com sua mãe socialite em East Hampton. Afinal, ela definitivamente não pertence àquele mundo de glamour e adolescentes mimados. No entanto, tudo pode ser diferente neste verão, pois a casa vizinha foi alugada pela linda e misteriosa Jacinta Trimalchio, que sabe como impressionar com suas festas suntuosas e selvagens e, claro, seu badalado blog Incrivel.com.
Jacinta tem as próprias razões para se aproximar de Naomi: Delilah Fairweather. O envolvimento dessas garotas poderá culminar em grandes tragédias, e o mundo de riqueza e esbanjação cuidadosamente construído por aqueles jovens ricos poderá cair em pedaços. Naomi agora precisa decidir se está disposta a ser puxada por essa vida que por tantos anos rejeitou, ou se enfim cederá aos encantos da misteriosa e fascinante vizinha.




Sinopse: Intenções não são meramente objetivos. Elas vêm da alma, de algum lugar profundo dentro de nós, onde temos clareza acerca de nossos desejos sinceros de
felicidade, aceitação, saúde e amor.
Todos nós, em dado momento da vida, nos sentimos soterrados pela rotina e pelas responsabilidades. Lidar com o trabalho, cuidar dos filhos, nutrir um relacionamento, gerir a casa... É tanta coisa a fazer em tão pouco tempo que nos esquecemos de prestar atenção em como estamos de fato vivendo.
Mallika Chopra quer mudar esse cenário. Por isso, trabalha incentivando homens e mulheres a buscarem mais propósito para si. Nesta tocante narrativa, repleta de altos e baixos e de amor e compaixão, ela nos conduz pelos seis passos para uma vida em que nossas intenções enfim se concretizam.
Descubra como dar mais sentido à sua existência.
Trilhe o caminho que transforma intenções em ações.
Seja protagonista da sua história.
Tenha mais equilíbrio, paz e alegria em sua vida.
Não deixe para depois a conquista de uma vida mais realizada. Busque agora a intenção que faltava para sua história ser feliz.



Mitologia como você sempre quis: sem embaraos e com muito bom humor
Quem nunca se interessou por mitologia que atire a primeira flecha... ops, pedra! A verdade, porém, é que a gente acaba se perdendo entre tantos mitos, tantos deuses e deusas e monstros, tantos nomes e acontecimentos. E vários pontos ficam meio sem resposta na nossa cabeça:
Quem Zeus puniu por desobediência?
De quem Hera se vingou?
Quais são, afinal, os 12 trabalhos de Hércules?
Édipo era mesmo apaixonado pela mãe?
Essas respostas – e muitas outras – estão neste livro!
Navegue por capítulos dedicados a cada imortal e mortal da mitologia antiga, grega e romana, e descubra os pontos em que os mitos se encontram. Não importa se quer saber por curiosidade ou se quer arrasar mostrando seus conhecimentos em conversas por aí: Tudo o que você precisa saber sobre mitologia tem o que você precisa saber!




Os 49 segredos que vão salvar sua pele no trabalho e fazer você
se destacar de verdade!
Para ser contratado, promovido, respeitado e para não sentir como se nunca soubesse o que realmente está acontecendo ou o que seu chefe quer de você, é preciso descobrir os atalhos que o levam a dar a resposta certa, não importa a pergunta.
Para ajudá-lo nesse grande desafio, Geoffrey James, autor reconhecido internacionalmente por sua visão prática sobre o mundo profissional, revela os passos para que você supere suas maiores dificuldades, sejam elas:
Sentir-se travado na hora em que mais precisa se comunicar com aqueles que têm poder para melhorar sua posição.
Ter de gerenciar não só a si mesmo como também seu chefe e sua equipe para que as coisas enfim aconteçam.
Ter de lidar com conflitos de cunho pessoal dentro da empresa – o que dá muito mais trabalho do que trabalhar de fato.
Estar em meio a uma check-list de pendências na qual todas são urgentes.
E tantas outras situações que tiram sua paz – e que acontecem com todo mundo.
Esqueça todas as baboseiras e, sem enrolação, descubra como focar o que realmente faz a diferença, ser mais produtivo e alcançar uma carreira segura e duradoura!
Esta é a obra que deveria ser leitura obrigatória para qualquer profissão!

Editora Valentina lança o livro "John Lennon em Nova York"

Oi pessoal!
Passando só para divulgar o mais novo lançamento que estará saindo pela Valentina por esses dias.
Para os fãs dos Beatles, eis uma ótima pedida. Pessoalmente achei a capa um arraso! E vocês?




Sinopse: 1971. John Lennon se muda para Nova York na expectativa de assumir o papel de artista solo eprodutor, ávido por se juntar à luta por justiça social e pelo fim da Guerra do Vietnã.Acolhido pelos líderes do movimento contra a guerra, estabeleceu-se no Greenwich Village e rapidamente tornou-se porta-voz do Movimento, inspirando solidariedade e defendendo causas. Visto como salvador por uma geração carente de heróis culturais, foi perseguido por Nixon e um governo sedento por silenciar seus inimigos e temeroso de que Lennon pudesse influenciar decisivamente a eleição presidencial que se avizinhava. Na mesma época, Lennon aprendeu a defender os ideais feministas e lançou Imagine e Some Time in New York City.Esta biografia única e ilustrada se baseia em entrevistas inéditas feitas pelo autor com os membros da banda underground norte-americana de Lennon, a Elephant’s Memory; com a escritora e líder feminista Gloria Steinem; com o cofundador da Bancada Negra do Congresso, Ron Dellums; com o veterano dos “Sete de Chicago” Rennie Davis; com o advogado especializado em imigração Leon Wildes; e com o poeta e ativista John Sinclair, o homem que Lennon libertou de uma sentença de dez anos de prisão – feito que demonstrou seu enorme poder político e cultural e pôs em marcha a surpreendente história aqui contada.

Parceria Editora Valentina

Olá, gente! 
Hoje venho com uma notícia delicinha para vocês.
O Irreparável foi parceiro da Editora Valentina assim que eles começaram os trabalhos, alguns anos atrás. E agora o site voltou a pertencer a lista seleta de parceiros! Viva! Eba! Aêêê!
Fiquei bastante contente quando vi, e tinha que compartilhar a notícia com vocês.
Conheçam um pouco da editora:


“A busca por livros inesquecíveis e entretenimento de alta qualidade nos leva a prazerosamente garimpar pelo mundo, todos os dias, o melhor da literatura de entretenimento, sem preconceitos.
E, para não ficar ninguém de fora, procuramos um mundo de temas: urban fantasy, distopia, paranormal, romances femininos, thriller, chick-lit, pets, religiosidade, biografia, bem-estar, steampunk... Sem esquecer, logicamente, os nossos xodós: romances que abordam a juventude contemporânea e ganham vida fora do livro - muitas vezes vão parar nas salas de aulas – com discussões fundamentais sobre os adolescentes, seus sonhos, seus medos, seus dramas e, principalmente, suas paixões.
É verdade, já deu para perceber, que a gente ama de paixão a literatura juvenil, mas nosso catálogo é eclético e moderno: tem diversão e cultura para quem está começando, aos 6 anos de idade, e também para quem já passou dos 100. Ah! E tem para quem quer chegar lá, certo? Tem tudo que, de alguma forma, faz da leitura um momento único e insubstituível.
Au-au, rrrrr, au-au-au, ou melhor, muito prazer, somos a VALENTINA.
Acompanhe a editora pelas redes sociais: 
Alguns Livros da Editora:


Maratona Literária de Inverno


Oi, gente!
Ainda sem computador, mas nunca esquecendo vocês. 
Resolvi participar da Maratona de Inverno organizada pelo canal Geek Freak. Sou uma merda com maratonas, mas estou firme de que vou conseguir dar conta dessa. 
Desejem-me sorte. 

Deem uma olhada no vídeo para conferir as escolhas que fiz para cada semana temática, e para os desafios. 




[Filme] Divertida Mente





Sinopse: Riley é uma garota divertida de 11 anos de idade, que deve enfrentar mudanças importantes em sua vida quando seus pais decidem deixar a sua cidade natal, no estado de Minnesota, para viver em San Francisco. Dentro do cérebro de Riley, convivem várias emoções diferentes, como a Alegria, o Medo, a Raiva, o Nojinho e a Tristeza. A líder deles é Alegria, que se esforça bastante para fazer com que a vida de Riley seja sempre feliz. Entretanto, uma confusão na sala de controle faz com que ela e Tristeza sejam expelidas para fora do local. Agora, elas precisam percorrer as várias ilhas existentes nos pensamentos de Riley para que possam retornar à sala de controle - e, enquanto isto não acontece, a vida da garota muda radicalmente.

Foi-se o tempo de achar que filmes de crianças eram essencialmente para crianças. Na verdade eu sou da teoria de que histórias infantis sempre serviram para deixar uma lição de vida nos pequenos, mas foram escritas e pensadas por adultos, usando suas próprias ideias de medo e diversão para serem compostas. Então no fundo tais contos são perfeitos para qualquer idade. Filmes infantis podem até ser para crianças, mas servem perfeitamente para o resto de nós. 

Divertida Mente foi um desses casos que comecei a ver sem dar nada pelo filme, e acabei pensando algo do tipo "poxa, que ideia do caramba!". A animação é extremamente bem pensada e tem um dos melhores roteiros para filmes infantis que já vi nos meus 29 anos. Fico pensando em como hoje em dia existe uma intertextualidade profunda por trás de personagens singelos e situações até bobas, como é o caso das daqui. 

A história é básica e não tenho muito o que discorrer sobre ela sem que tire o encanto para quem vai assistir. Mas começamos vendo um bebê recém nascido no colo dos pais, e na cabeça desse bebê o surgimento dos primeiro sentimento: Alegria, representada por uma personagem animada e reluzente que sempre descobre uma forma de fazer com que as coisas fiquem bem. Depois vamos acompanhar o crescimento da Riley, e o acréscimo de outros sentimentos inerentes a personalidade humana: Nojo, Medo, Raiva e Tristeza. Os cinco sentimentos formam uma espécie de organização quase política no cérebro da garota. 

Entender todas as conexões é que complica, e talvez eu não vá conseguir explicar com segurança de que vocês irão entender, mas é como se cada grande evento da vida da Riley criasse uma ilha de memórias "persistentes", do tipo que seu cérebro sempre recorre quando ela precisa acessar um determinado sentimento. Também trabalham com umas bolas, que acumulam os sentimentos da garota durante o dia. Cada pico sentimental gera uma bola, que vira um arquivo dentro da cabeça dela. As importantes são arquivadas em enormes estantes, e as que não são acabam no lixo da consciência, uma espécie de buraco profundo e escuro. 

Como disse, é uma repartição pública comandada por sentimentos dentro do cérebro de cada um. Da mesma forma que Riley tem, vemos que os pais dela também tem. Uma coisa legal a se observar aqui, é que os roteiristas colocam o comando geral do cérebro da mãe com a tristeza, e o do pai com a raiva. Como se fosse comum os adultos terem essa linha, dependendo do sexo de nascimento e das condições nas quais cresceram. Riley é comandada pela alegria, o que é comum nas crianças. E no fim do longa, acompanhamos como seriam as cabeças de diversos tipo de pessoas, e até de animais. 

Quando as coisas saem da sala de comando e vão para os outros pontos da cabeça da Riley, é que o negócio fica maluco e extremamente bom. Passeamos pelas memórias esquecidas, conhecemos amigos imaginários, memórias que sempre retornam do nada a nossa cabeça - como aquelas propagandas com músicas irritantes-, a terra da imaginação, e mais um monte de lugares que sabemos que existem em nossas cabeças, mas que os roteiristas tratam como se fossem reais e organizadas. O abstrato da história tem forma, e enche a nossa cabeça de ideias que talvez antes nem tivéssemos pensado antes. Mas devo admitir que o melhor é o subconsciente. Gente, depois dessa parte do filme eu pirei! Eita negócio bem pensado! 

Não duvido que Divertida Mente entre na lista do próximo Oscar. O roteiro é de fazer babar, e cada personagem tem uma importância crucial na história além de nos fazer rir. As situações entram tanto na cabeça da gente, que nos pegamos pensando se de fato nosso cérebro é uma repartição, e que sentimento o comandaria. Tenho quase certeza de que no meu caso seria a tristeza. O meu filho disse que o dele é a raiva, e agora culpa um ser imaginário cada vez que briga comigo. Eu mereço! 

O nome do filme traduzido ficou bem legal. Atinge o público que precisa atingir, apesar do nome em inglês fazer todo o sentido do mundo. Mas de fato não ficaria um bom nome de desenho para crianças. 

A repercussão do filme anda fraca, e não sei o motivo disso. Não me lembro da última vez que vi um desenho com uma ideia tão perfeita como esse. Pensando bem, acho que igual a esse jamais vi. Não sou especialista em desenhos, mas sei que a grande maioria levanta a emoção das pessoas como artifício de conquista. No caso desse filme o que comanda é a lógica, mesmo que tenha emoções malucas dentro da gente ao assistir. Eu chorei, não vou mentir. 

O filme é bem construído em todo o seu simbolismo. Trata o "vilão" como uma coisa que as vezes é inútil querer se livrar, já que nesse caso o vilão seria a tristeza. Como o próprio longa retrata, as vezes é importante chorar. A alegria vem normalmente da tristeza, e os grandes momentos da vida de Riley vieram após lágrimas,  O tipo de filme que deixa uma mensagem além da lição de vida lógica. Uma maravilha da animação que trata a depressão de uma forma subjetiva que crianças jamais entenderão, mas que tocará bastante os adultos. Putz, nem tenho mais como elogiar esse filme sem parecer piegas. Enfim, assistam, assistam, assistam!

Lançamentos Junho da Novo Conceito

Postagem atrasada essa, heim!
Mas antes tarde do nunca. Vamos conferir o que Novo Conceito trouxe em Junho?

Título: Eu te darei o sol
Autor: Jandy Nelson
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Comprar: Livraria Saraiva

Sinopse: Noah e Jude competem pela afeição dos pais, pela atenção do garoto que acabou de se mudar para o bairro e por uma vaga na melhor escola de arte da Califórnia.Mal-entendidos, ciúmes e uma perda trágica os separaram definitivamente. Trilhando caminhos distintos e vivendo no mesmo espaço, ambos lutam contra dilemas que não têm coragem de revelar a ninguém.
Contado em perspectivas e tempos diferentes, EU TE DAREI O SOL é o livro mais desconcertante de Jandy Nelson. As pessoas mais próximas de nós são as que mais têm o poder de nos machucar.


Título: Tocando as estrelas
Autor: Rebecca Serle
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Sinopse: Tocando as estrelas - Quando Paige Townsen deixa de ser uma simples aluna do ensino médio para se tornar uma celebridade, sua vida muda do dia para a noite. Em menos de um mês, ela troca as ruas da sua cidade natal por um set de filmagem no Havaí e agora está conhecendo melhor um dos homens mais sexies do planeta segundo a revista People. Tudo estaria perfeito se o problemático astro Jordan Wilder não fincasse o pé em uma das pontas desse triângulo cinematográfico. E Paige começa a acreditar que a vida, pelo menos para ela, imita a arte.





Título: O Álbum
Autor: Timothy Lewis
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Sinopse: O Álbum - Para Adam, negociante de objetos usados, a casa de Gabe Alexander é apenas uma propriedade que será esvaziada e vendida pelo maior lance. Entretanto, em meio às prateleiras repletas de relíquias, um álbum antigo atrai sua atenção. Nele há cartões-postais amarelados pelo tempo, escritos ao longo de 60 anos. Intrigado, Adam começa a lê-los: eles estão cheios de frases românticas e delicadas, as provas do amor incondicional entre Gabe e Pearl Alexander.Gabe cuidava para que um cartão chegasse às mãos de Pearl todas as sextas-feiras. Cada um deles possui não apenas um poema, mas verdades preciosas sobre o cotidiano de um casal que viveu um sonho. A soma de todas essas verdades talvez responda perguntas que Adam se faz há muito tempo.